Data: 04/11/2020
Mês: Novembro
Ano: 2020

No 3º trimestre de 2020, a taxa de desemprego em Portugal foi estimada em 7,8%, superior em 2,2 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao registado no trimestre anterior.

A população desempregada, estimada em 404,1 mil pessoas, aumentou 45,1% (125,7 mil) relativamente ao trimestre anterior, o que corresponde à taxa de variação trimestral mais elevada da série iniciada em 2011, e aumentou 24,9% em termos homólogos (80,7 mil pessoas).

A população empregada foi estimada em 4.799,9 mil pessoas, o que corresponde a um acréscimo trimestral de 1,5% (68,7 mil pessoas) e um decréscimo homólogo de 3,0% (147,9 mil pessoas).

A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,4%, valor superior em 2,1 p.p. ao observado no trimestre anterior e inferior em 1,1 p.p. ao observado no trimestre homólogo.

Do 2º para o 3º trimestre de 2020, 1,6% das pessoas que estavam inicialmente empregadas transitaram para o desemprego e 3,3% transitaram para a inatividade, totalizando 4,9% a proporção de empregados que saíram deste estado no 3º trimestre de 2020 (95,1% permaneceram empregados).

Do total de pessoas desempregadas no 2º trimestre de 2020, 44,7% saíram dessa situação no 3º trimestre de 2020: 28,9% tornaram-se empregadas e 15,7% transitaram para a inatividade. Estes valores estão em conformidade com os observados nos trimestres anteriores ao início da pandemia COVID-19.

Do total de pessoas com 15 e mais anos consideradas inativas no 2º trimestre de 2020, 5,7% transitaram para o emprego e 4,5% para o desemprego no 3º trimestre de 2020. Nunca, na série iniciada em 2011, se havia observado uma taxa de transição tão elevada da inatividade para o desemprego entre dois trimestres consecutivos, o que poderá ser explicado pelo aliviar das medidas de restrição à mobilidade

 

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Segundo a dimensão regional, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em quatro regiões do país: Área Metropolitana de Lisboa (9,5%), Região Autónoma da Madeira (8,6%), Algarve (8,5%) e Norte (7,9%).

Na Região Autónoma dos Açores (6,7%), no Alentejo (6,2%) e no Centro (5,8%) as taxas de desemprego ficaram abaixo daquele valor.

 

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