Data: 25/06/2018
Mês: Junho
Ano: 2018
A Ernest & Young (EY) divulgou dia 21 de junho de 2018, o EY Portugal Attractiveness Survey 2018. Este estudo analisou a confiança de 203 investidores estrangeiros relativamente à competitividade e atractividade da economia portuguesa.
 
Portugal surge em 1º lugar na percepção da atractividade e as intenções curto prazo para investimento na Europa são as mais optimistas. Este ano, os resultados superaram os de 2016 indicando um ainda mais acentuado otimismo por parte de investidores estrangeiros relativamente ao futuro de Portugal.
 
A EY registou, em 2017, um total de 95 novos projetos de investimento direto estrangeiro em Portugal, o que representou um enorme aumento face aos 59 projetos do ano anterior e o maior valor registado desde o início da monitorização, em 1997. O número de postos de trabalho também aumentou de 2.500 em 2016 para 7.657 em 2017. A média de projectos para a UE é de 136 projectos.
 

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(Gráficos: E&Y)

 

Os EUA lideraram em número de projetos com 17 projetos, que criaram 1.942 postos de trabalho. A França registou 13 projetos e liderou em número de postos de trabalho criados com 2.106 postos de trabalho. A Espanha e o Reino Unido registaram 10 projetos. A Alemanha promoveu a criação de 730 postos de trabalho.

O estudo revela que 65% dos investidores acreditam que Portugal se poderá tornar ainda mais atrativo nos próximos 3 anos, o que se traduz num aumento relativamente aos 62% registados no ano passado. Portugal fica assim acima da generalidade dos países europeus, fixando-se a média europeia em 47%.

A região Norte é a que regista maior número de projetos com 36 (38%) e 3.199 postos de trabalho (42%). A região de Lisboa registou 33 projetos e 3.144 postos de trabalho. Para os investidores estrangeiros não estabelecidos, os sectores do Turismo e da Inovação Científica e Tecnológica são os principais sectores de investimento.

Para os investidores já estabelecidos, os sectores do Imobiliário e Construção e da Logística e Distribuição são que promoverão o desenvolvimento de Portugal.

A performance de Portugal tem vindo a ser reconhecida pelo seu contexto tecnológico e pelas políticas facilitadoras de inovação.

A Indústria Transformadora continua a liderar a captação de investimento estrangeiro em Portugal com 48% e e na criação de postos de trabalho (41%). A Investigação e Desenvolvimento também está a ganhar relevância com 19% dos projectos (18 projetos) e a criação de 1.420 postos de trabalho.

Os três principais factores de atratividade do país são estabilidade do clima social (86% dos inquiridos), o potencial de aumento da produtividade (78%), os custos laborais (77%). Os três factores menos atractivos são: a carga fiscal das empresas (39%, melhorando em 3 p.p. face ao ano anterior), os incentivos regionais (35%) e o mercado interno português (34%).

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(Gráfico: E&Y)

 

 

Relativamente ao cariz inovador do nosso mercado empresarial, a inovação do país é similar à da Europa e 29% dos inquiridos considera que está acima da média europeia.

A aposta na educação e na formação são as principais áreas de reforma que os investidores recomendam. Verifica-se o reconhecimento do ecossistema de start-ups em Portugal com 25% dos inquiridos a considerar que Portugal está acima da média europeia.

Portugal está em 1º lugar no Comércio internacional, como o país mais pacífico da Europa e o melhor para os expatriados, em 29º lugar de entre os 190 países do Doing Business 2018, e em 42º em 136 países do Global Competitiveness Index de 2017-2018.

Para esta edição foram inquiridas 203 empresas, de 20 países, e em 5 línguas diferentes (Alemão, Inglês, Português, Espanhol e Francês). 120 são de investidores já estabelecidos em Portugal, 83 têm potencial de investimento.

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