Data: 11/01/2018
Ano: 2018
De acordo com o Banco de Portugal, no ano acabado no terceiro trimestre de 2017, a capacidade de financiamento da economia portuguesa foi de 1,5% do PIB. Desde o final de 2012 a economia nacional evidencia capacidade de financiamento.
 
A capacidade de financiamento da economia refletiu a poupança financeira das sociedades financeiras e dos particulares, respetivamente de 2,3% e 0,8% do PIB. Esta poupança foi mais do que suficiente para satisfazer as necessidades de financiamento das sociedades não financeiras e das administrações públicas, que atingiram, respetivamente, 1,4% e 0,2% do PIB.

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                                              (Gráfico: Banco de Portugal)

Os ativos financeiros líquidos das administrações públicas e das sociedades financeiras apresentaram uma diminuição homóloga de, respetivamente, 1,5 e 0,5 pontos percentuais (p.p.) do PIB. Para as administrações públicas este decréscimo reflete, para além da poupança financeira, a valorização dos seus passivos. As sociedades não financeiras e os particulares registaram um aumento dos seus ativos financeiros líquidos de, respetivamente, 1,6 e 0,3 p.p. do PIB. No caso das sociedades não financeiras a subida decorre do efeito positivo neste rácio da variação do PIB.

No final do terceiro trimestre de 2017, a economia portuguesa tinha uma posição financeira líquida face ao resto do mundo de -105,2% do PIB (Gráfico 2), ligeiramente inferior aos -105,1% do PIB registados no final do terceiro trimestre de 2016.

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                                                 (Gráfico: Banco de Portugal)

 

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