Data: 24/11/2016
Mês: Novembro
Ano: 2016
O Banco de Portugal divulgou hoje a “Análise sectorial das sociedades não financeiras em Portugal 2011-2016” (tendo igualmente disponibilizado informação para 2015 dos Quadros do Sector - informação anual agregada sobre as empresas não financeiras da Central de Balanços do Banco de Portugal - no BPstat).
 
Segundo o estudo da Central de Balanços, a estrutura do tecido empresarial em termos de dimensão em 2015 permaneceu relativamente estável face a 2011. Naquele ano, não obstante 89% das empresas não financeiras existentes em Portugal serem microempresas, as grandes empresas (0,3% do total) eram responsáveis por 41 do volume de negócios e por 27% das pessoas ao serviço. Em termos de sectores económicos, os mais relevantes eram os sectores dos serviços (Comércio e Outros Serviços). Verificou-se, em comparação com o ano de 2011, uma redução no peso da Construção em termos de número de empresas, volume de negócios e pessoas ao serviço.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em 2015, segundo o Banco de Portugal, o sector exportador incluía 6% das empresas, 24% das pessoas ao serviço e 37% do volume de negócios em Portugal, evidenciando uma tendência de crescimento no período entre 2006 e 2015. Em 2006, o sector exportador incluía 4% das empresas, 19% das pessoas ao serviço e 25% do volume de negócios em Portugal.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

O estudo refere que, em 2015, verificou-se um aumento da rendibilidade dos capitais próprios para 7% (mais 4 p.p.), reflectindo um crescimento de 25% do EBITDA que resultou da evolução dos rendimentos e gastos operacionais. O EBITDA foi maior no Sector da Electricidade e Água (12%) e nas grandes empresas (11%). Segundo o Banco de Portugal, as empresas que apresentaram maior rendibilidade foram as que apresentaram maior exposição ao mercado externo, maior rendibilidade operacional e menor dependência de capitais alheios.

Ainda segundo o Banco de Portugal, o nível médio de autonomia financeira das empresas aumentou 2 p.p. face a 2011, tendo-se fixado em 32% em 2015. Neste ano, 29% das empresas apresentaram maior dependência de capital alheio dado terem capitais próprios negativos. No que respeita ao financiamento, os empréstimos bancários constituíram a principal fonte de capital alheio remunerado sob a forma de juros (25% do passivo). Ainda assim, o seu peso diminuiu 1 p.p. em relação ao ano anterior.

O estudo refere ainda que, segundo informação da Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal, o stock total de empréstimos concedidos pelo sector financeiro residente ao total das empresas diminuiu nos últimos anos, representando, em junho de 2016, 75,4% do valor observado no final de 2011. Registou-se, no mesmo período, uma degradação da qualidade do crédito concedido.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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