Data: 19/04/2017
Mês: Abril
Ano: 2017
O Banco de Portugal publica hoje as estatísticas das empresas da central de balanços relativas ao quarto trimestre de 2016.
 
Segundo o Banco de Portugal, no 4º trimestre de 2016, a rendibilidade bruta do ativo (EBITDA2 / total do ativo) das empresas não financeiras situou-se em 7,0%, valor superior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior. Relativamente ao final de 2015, a rendibilidade aumentou 0,4 p.p.; este aumento ocorreu na generalidade dos sectores de atividade com excepção da eletricidade e das empresas públicas, cujas rendibilidades diminuíram, respectivamente, 0,1 p.p. e 0,2 p.p. (para 8,6 e para 5,8 por cento).
 
A autonomia financeira das empresas (capital próprio / total do ativo) fixou-se em 35,4% no final de 2016, o que corresponde a um aumento de 0,8 p.p. em relação a 2015.
 
O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo registou uma redução de 1,0 p.p. no mesmo período, situando-se nos 36,7% no final de 2016.
 
O custo do financiamento (juros suportados / financiamentos obtidos) foi de 3,3% em 2016, menos 0,4 p.p. do verificado no período homólogo. Esta diminuição foi transversal a todos os sectores de atividade e classes de dimensão.
 
O rácio entre o EBITDA e os juros suportados situou-se em 5,7, o que representa um aumento de 0,9 relativamente ao 4º trimestre de 2015. As indústrias e o comércio continuaram a exibir valores superiores para este rácio, 13,3 e 10,2 respectivamente, o que significa que apresentavam menores níveis de pressão financeira. Estes sectores registaram também os maiores aumentos deste rácio em relação ao trimestre homólogo: 3,3 e 2,5 respectivamente.

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                                                      (Gráficos: Banco de Portugal)

 

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