Data: 18-11-2020
Mês: Novembro
Ano: 2020

Segundo o Banco de Portugal, até setembro de 2020, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital fixou-se em -709 milhões de euros, o que compara com 1289 milhões de euros em igual período de 2019.

O saldo verificado até setembro resulta dos défices das balanças de bens e de rendimento primário, que foram parcialmente compensados pelos excedentes das balanças de serviços, de rendimento secundário e de capital.

Até setembro, as exportações de bens e serviços decresceram 22,9% (11,9% nos bens e 40,3% nos serviços) e as importações diminuíram 17,8% (16,1% nos bens e 24,6% nos serviços). Neste período, o défice da balança de bens diminuiu 3887 milhões de euros face ao período homólogo, fixando-se em 8777 milhões de euros. Contudo, o excedente da balança de serviços reduziu-se em 7733 milhões de euros, para 6300 milhões de euros. Esta redução foi maioritariamente justificada pelo decréscimo acentuado do saldo da rubrica viagens e turismo, de 6523 milhões de euros,

Em setembro, as exportações e as importações de bens e serviços registaram decréscimos homólogos de 17,4% e 11,2% respetivamente. Destacou-se a redução homóloga do saldo das viagens e turismo em 920 milhões de euros, resultante de um decréscimo de 55,4% nos créditos e de 39,1% nos débitos.

Entre janeiro e setembro de 2020, o défice da balança de rendimento primário reduziu-se 1738 milhões de euros relativamente ao período homólogo, para -2625 milhões de euros. A diminuição do défice foi, em grande medida, justificada pela redução do pagamento de rendimentos de investimento a entidades não residentes. O excedente da balança de rendimento secundário decresceu 144 milhões de euros, devido à evolução das transferências correntes. Por seu turno, o saldo da balança de capital cresceu 255 milhões de euros face ao mesmo período do ano anterior, em resultado, sobretudo, de um aumento dos recebimentos de fundos comunitários.

 

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(Gráfico: Banco de Portugal)

 

Até setembro de 2020, o saldo da balança financeira registou uma diminuição dos ativos líquidos de Portugal face ao exterior no valor de 458 milhões de euros. Este decréscimo decorreu sobretudo do aumento de passivos do Banco de Portugal junto do Eurosistema e do investimento de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa. Em sentido contrário, verificou-se um aumento de ativos dos bancos e das sociedades de seguros e fundos de pensões sobre entidades não residentes, nomeadamente em títulos de dívida emitidos por estados membros da União Monetária e pelos Estados-Unidos.

 

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(Gráfico: Banco de Portugal)

 

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