Autor(es): Gabriel Osório de Barros
Ano: 2022

A rápida transição digital que ocorreu desde a eclosão da Covid-19 permitiu que os atores, públicos e privados, encontrassem rapidamente soluções para muitos dos desafios, por exemplo, em termos de melhoria das ferramentas digitais que possibilitaram o trabalho e a aprendizagem remotos. Nesse contexto, a pandemia Covid-19 impulsionou fortemente a transformação digital. O trabalho apresentado procura analisar a área digital em Portugal, tendo em conta os diferentes atores e os principais temas em discussão nesta área. Considerando a situação atual de Portugal e a importância da digitalização para o crescimento da economia, o estudo aponta 5 principais desafios que Portugal enfrenta no caminho da transformação digital da economia e da sociedade: (i) qualificações e literacia digital adequadas, (ii) combate à desigualdade digital, (iii) futuro do teletrabalho, (iv) cibersegurança e privacidade, e (v) investimento em inovação e em I&D.

 

https://lnkd.in/eNWkfxJD

 

Slides_Marco2022.pdf

Autor(es): Sílvia Fonte Santa, Mónica Simões
Ano: 2022

As políticas da educação têm assumido um papel de destaque nos sucessivos Planos Nacionais de Reforma (PNR) e no recente Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).
Globalmente, a magnitude do aumento da população com ensino secundário deverá ser determinante para o aumento da Produtividade Total dos Fatores. No caso particular das medidas previstas no PRR, o aumento previsto para o PIB potencial de 0,8% no final de 20 anos traduz um aumento da Produtividade Total dos Fatores de 0,5% e do emprego de 0,3%.
De acordo com o modelo utilizado, o aumento da produtividade deverá resultar da entrada de trabalhadores mais qualificados e mais eficientes no mercado de bens finais, mas também do estimulo ao conhecimento e inovação que se traduz em novos bens, empresas e/ou métodos de produção.

https://www.gpeari.gov.pt/documents/35086/154533/Artigo+04-2021-Efeito+das+pol%C3%ADticas+da+educa%C3%A7%C3%A3o+na+produtividade.pdf/6bb593a0-59e7-8117-4d81-92c3c48cddb2?t=1641382353575

Slides_fevereiro2022.pdf

 

Autor(es): Ana Catarina Pimenta, João Amador e Carlos Melo Gouveia
Ano: 2022

A pandemia da COVID-19 foi o choque mais severo que a economia mundial enfrentou em muitas décadas. O impacto inicial sobre os fluxos de comércio internacional foi de grande dimensão e comparável ao registado no grande colapso do comércio de 2008-2009. Com a evolução da pandemia até ao primeiro semestre de 2021, uma característica marcante foi a recuperação dos fluxos de comércio internacional, o que aponta para a adaptação das empresas às restrições vigentes. O impacto das medidas de confinamento foi estimado através de uma regressão que relaciona o crescimento dos fluxos de exportação e importação (face a um período de referência constituído pelos três anos que precedem a pandemia) para cada par empresa-país com o índice de severidade das restrições impostas pelas autoridades e com as mortes provocadas pela COVID-19 no país-destino, usando um modelo de múltiplos efeitos fixos (empresa, país-destino e tempo).
Os resultados indicam que o impacto do índice de severidade é significativo e quantitativamente semelhante nas exportações e importações, enquanto o impacto das mortes provocadas pela COVID-19 é ligeiramente superior nas exportações. O impacto mais negativo das medidas de confinamento foi observado na primeira metade de 2020 sugerindo uma adaptação progressiva das empresas integrantes no comércio internacional. No entanto, com a terceira vaga da pandemia, o impacto negativo destas medidas ressurgiu, tornando-se novamente não significativo no segundo trimestre de 2021. Encontramos também evidencia de um maior impacto do índice nas empresas de dimensão superior e nas mais integradas nas cadeias de valor globais

 

https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/papers/wp202114.pdf

 

Slides_janeiro2022.pdf

 

Autor(es): Cristina Manteu
Ano: 2021

A pandemia COVID-19 e as medidas necessárias à sua contenção traduziram-se num choque muito severo sobre o tecido empresarial português. Este artigo utiliza os resultados do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19 (COVID-IREE) para caracterizar o impacto económico da pandemia no curto prazo, num contexto em que as autoridades públicas adotaram diversas medidas de apoio. Os principais resultados mostram uma quebra bastante expressiva da atividade das empresas no segundo trimestre de 2020, com efeitos muito adversos sobre a sua liquidez. Em particular, o Alojamento e restauração destaca-se como o setor mais afetado pela pandemia. Neste período, o impacto sobre o emprego foi relativamente contido. Porém, observaram-se reduções acentuadas no pessoal efetivamente a trabalhar, atenuadas pela utilização do teletrabalho e pela presença alternada nas instalações. Por fim, o inquérito revela que as empresas que beneficiaram das medidas de apoio adotadas pelo Governo foram as que se encontravam numa situação mais desfavorável e que estas medidas tiveram um papel muito relevante na salvaguarda da sua sustentabilidade financeira e na preservação do emprego.

Breve nota biográfica da oradora:

Cristina Manteu é economista do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal desde 1992, sendo atualmente coordenadora da Área de Conjuntura e Previsão. Tem uma licenciatura e um mestrado em Economia pela Nova School of Business and Economics. Tem desenvolvido sobretudo projetos aplicados relacionados com a análise e projeção da economia portuguesa. Os seus trabalhos recentes abordam temas como o impacto de medidas de incerteza na evolução da economia portuguesa, a avaliação da hipótese de granularidade das exportações portuguesas de bens utilizando dados micro, uma caraterização do impacto de curto prazo da pandemia nas empresas portuguesas com base nos resultados do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19 e uma análise do comportamento das despesas de consumo das famílias portuguesas no período da pandemia, explorando diversas dimensões de heterogeneidade a partir de uma base de dados de compras com cartões nacionais.

 

OP_O impacto de curto prazo da pandemia COVID-19 nas empresas portuguesas_CM1.pdf

 

Autor(es): Mariasole Bannò / Celeste Amorim Varum
Ano: 2021

Our paper aims to participate to the growing policy discussion on high-growth firms (HGFs) by analyzing persistence of high growth patterns over crisis. During downturn periods, such as post pandemic one, policy makers seek sources to maintain competitiveness and accelerate growth. Being dynamic players in economic growth and job creation, persistent high-growth firms are notable candidates for assuming that role under such circumstances. Therefore, in this study we explore the determinants and characteristics of HGFs and persistent high-growth firms (PHGF) in a crisis scenario.

Mariasole Bannò, Assistant Professor at Università degli Studi di Brescia, holds a PhD in Economics and Management of Technology in 2009 and then she was research fellow at University of Trento till 2015. From 2017 she is a European expert for the evaluation of project submitted to public funding, Horizon 2020 and SME instruments. She published several articles, a monography and book chapters in international publications, in the field of economics and management. Her research interests concern: public policy evaluation, family business, innovation and internationalization of firms and gender issue.

Celeste Amorim Varum, Associate Professor with habilitation at the University of Aveiro, currently designated as Advisor of the Secretary of State for Tourism at the Ministry of Economics and Digital Transition of Portugal. Holds a PhD in Economics from University of Reading from 2002. Among other roles, she was Expert Member of the Strategic Forum for Important Projects of Common European Interest (IPCEI) - European Commission - DG-Grow in 2018-2020. She published several articles, books and book chapters in international publications, in the field of economics and management. Her research interests concern: public policy evaluation and competitiveness factors of firms and regions, with particular emphasis on issues of innovation and internationalization.

 

 GEE_20211020.pptx

Autor(es): Guida Nogueira / Paulo Inácio
Ano: 2021

Em 2020, a crise pandémica implicou uma quebra sem precedentes nas exportações portuguesas de bens e serviços, interrompendo um ciclo de crescimento que se registava desde a anterior crise económica. A atividade económica deverá permanecer condicionada até 2022, ainda assim, de acordo com as previsões económicas intercalares do verão de 2021 da Comissão Europeia, prevê-se que a dinâmica de crescimento na União Europeia aumente em virtude de uma estratégia eficaz de contenção do vírus e dos progressos em matéria de vacinação.
Tendo em conta o desfasamento nas situações epidemiológicas nos vários cantos do globo, as diferentes respostas à pandemia e os impactos associados, é provável que numa primeira fase da retoma da economia europeia, as cadeias de valor prossigam num formato mais regional para reduzir vulnerabilidades, o que pode criar algumas oportunidades de exportação para a economia portuguesa. Num contexto de elevada incerteza quanto à retoma da atividade económica fora da UE, alguns setores da economia portuguesa podem ser ativados, pelo menos temporariamente, para abastecer os mercados da UE substituindo os respetivos fornecedores de origem extracomunitária. Neste cenário, cria-se uma oportunidade importante para que as empresas portuguesas absorvam competências no curto-prazo, ganhem escala e consigam afirmar-se no contexto europeu no médio-longo prazo.
Através de uma análise dos padrões de comércio internacional, para perceber em que tarefas, etapas ou segmentos da cadeia de valor, Portugal e os demais parceiros europeus se encontram especializados, pretende-se: i) contribuir para a identificação dos setores que mais podem beneficiar de procura externa acrescida por desvio de comércio, ii) contribuir para a identificação do conjunto de potenciais mercados de destino dos setores identificados e, por fim, iii) contribuir para a identificação do conjunto de países que concorrem com Portugal pela captação desses mesmos mercados.
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"Guida Nogueira é licenciada e mestre em Economia pela Universidade de Coimbra. É economista no Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia e da Transição Digital onde trabalha desde 2010.
Paulo Inácio é licenciado pelo Instituto de Estudos Financeiros e Fiscais. É economista e Diretor de Serviços de Estatística no Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia e da Transição Digital desde 2011."

 

Slide : - Oportunidades Setoriais.pdf

Autor(es): Chiara Criscuolo, Peter Gal e Francesco Losma
Ano: 2021

To understand the effects of teleworking arrangements on firm productivity and worker well-being, the OECD Global Forum on Productivity has conducted an online survey among more than 1,300 private sector managers and 3,400 private and public sector workers in 23 OECD countries along with Brazil and Malaysia. The survey reveals that a large majority of respondents consider their experience with telework positive. The main reasons, according to managers, are that they find that workers work more and more productively; and workers consider the opportunity to save on commuting costs and time as a key benefit of telework. However, both groups recognise that telework carries important risks as well: managers believe telework could lead to the reduction of knowledge flows, learning, and loyalty within the company, hurting innovation in the longer run; while workers stress the risk of feeling isolated and to some of them career progression could suffer. Given the important trade-offs involved in telework, both workers and managers agree that it would be preferable, from the point of view of company performance and individual well-being, to achieve an optimal balance of 2 to 3 regular teleworking days per week for a large proportion of the workforce. To maximise benefits and minimise drawbacks, both managers and workers consider that the coordination of on-site presence schedules will be crucial, to ensure that there are sufficient in-person interactions. Governments should play a role as well, by enabling telework in both urban and rural areas (through the removal of ICT bottlenecks), empowering managers and employees with skills enhancement and supporting infrastructures (notably related to childcare), and protecting employees from the risk of an excessive amount of telework (especially when performed in inadequate conditions).

"Chiara Criscuolo is the head of the Productivity, Innovation and Entrepreneurship Division in the Directorate for Science, Technology and Innovation at the OECD. Mainly, her work focuses on entrepreneurship, enterprise dynamics, productivity and policy evaluation. In this realm, she has coordinated large cross-country microdata projects on employment dynamics, productivity, as well as research and development. Chiara has played a lead role in advancing the use of firm level data and of microdata projects within the OECD. She has contributed to key horizontal and high level projects and publications, including the OECD volumes “Future of Productivity”, “New sources of growth: Knowledge Based capital”, and the “OECD Innovation Strategy”. She co-manages the Global Forum on Productivity is also a member of the French and Portuguese National Productivity Boards. Ahead of joining the OECD, Chiara received her doctoral degree in Economics from University College London and held academic appointments at the University of Siena, City University and the University of Cambridge, in addition to the London School of Economics.

Peter Gal is senior economist for the Global Forum on Productivity in the Organisation for Economic Co-Operation and Development (OECD). He has been working on micro- and macroeconomic aspects of productivity, in particular on the role of differences among firms for aggregate performance. He also worked on labour market issues, focusing on the role of startups in job creation as well as on the role of structural changes – especially digitalisation and globalisation – and of public policies for potential growth. Throughout his career, he worked in various departments of the OECD as well as at the International Monetary Fund and initially at the Central Bank of Hungary. He holds a PhD and an MPhil degree in Economics from the Tinbergen Institute in Amsterdam and a university degree in Economics from Corvinus University of Budapest.

Francesco Losma is a consultant for the OECD Global Forum on Productivity, where he contributes to a strand of research investigating the effect of teleworking arrangements on firms’ productivity and workers’ well-being. He is also a graduate Research and Teaching Assistant in International Economics at Bocconi University. His research interests include Productivity, Macroeconomics, and International Trade. Francesco holds a MSc Degree in Economics and Social Sciences from Bocconi University."

 

slides: GEE Meeting for website (1).pdf

Autor(es): Francisco Augusto e Márcio Mateus
Ano: 2021

Neste estudo analisamos o impacto da pandemia de COVID-19 na dívida das empresas vulnerárias. Uma empresa é definida como financeiramente vulnerável se os resultados operacionais não superarem em pelo menos duas vezes o montante de juros suportados. Com esta definição, estimamos um aumento de 9 p.p. da dívida associada a empresas em vulnerabilidade financeira em 2020, que totaliza 31% do total da dívida das empresas portuguesas. Para 2021 e 2022, estimamos uma diminuição da dívida associada às empresas vulneráveis que será tanto menor quanto maior for a intensidade e a duração do choque económico. A proporção de dívida financeira associada a empresas em vulnerabilidade deverá, no entanto, ficar aquém dos valores máximos observados no contexto da crise da dívida soberana. Os setores de atividade para os quais estimamos maiores aumentos dos níveis de vulnerabilidade são a indústria transformadora, o comércio e o alojamento e restauração "Francisco Augusto é economista no Departamento de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal desde 2013. Tem desenvolvido trabalho de análise de riscos e vulnerabilidades à estabilidade financeira no setor privado não financeiro, com principal foco nas empresas. Do seu percurso profissional consta ainda a passagem pelo Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal em 2012. É licenciado e mestre em Economia pela Católica Lisbon SBE e pós-graduado em Banking, Financial Regulation and Supervision pela Nova SBE. É também estudante de doutoramento em Finanças na Nova SBE.
Márcio Mateus é economista no Departamento de Estabilidade de Financeira do Banco de Portugal desde 2015, onde tem desenvolvido trabalho de análise de riscos para a estabilidade financeira com origem nos sectores não financeiros da economia. Do seu percurso profissional constam ainda passagens pela área da Balança de Pagamentos do Departamento de Estatística do Banco de Portugal, entre 2010 e 2015, e pela KPMG Portugal, entre 2008 e 2010. É licenciado em Economia pela Universidade de Coimbra, mestre em Econometria Aplicada e Previsão pelo ISEG e pós-graduado em Banking, Financial Regulation and Supervision pela Nova SBE."

 

slide: A vulnerabilidade financeira e a dívida em excesso_GEE_GPEARI.pptx

 

Autor(es): João Leitão
Ano: 2021

This study assesses the non-linear effects of green bonds, conventional bonds and energy commodities on the behaviour of the cap-and-trade European Union carbon market (EUETS). By estimating four models, using Markov-Switching (MS) econometric methodology, non-linearities are confirmed in dynamic behaviours, observing in the global calculation a positive effect of green bonds (S&P Green and Sol Green) on the carbon market, in regimes of both high and low volatility, while conventional bonds (S&P Agg) and energy commodities (DJCI En) contribute to a decrease in the carbon market in regimes of high volatility. The relevance of green bonds is underlined in determining the behaviour of the carbon market, besides observing greater persistence of the low volatility regime. These results allow both investors and fund managers, to implement strategies in different volatility or economic activity contexts, through a diversified portfolio and green/climate structure.

 

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Autor(es): Carolina Nunes
Ano: 2021

In this paper, we use administrative data from a Eurozone country characterized by a sharp pandemic crisis, a segmented labor market, and a generous coverage of furlough schemes to obtain causal estimates of the impact of the pandemic crisis on jobless claims, on job placements and on the reasons that motivated the jobless claim, during the first six months of the pandemic, i.e., between March and August 2020, and to uncover the uneven impacts of the crisis in the workforce. Covering the universe of individuals formally registered as unemployed in 278 Portuguese municipalities, we employ event study difference-in-differences and document a large causal impact on jobless claims: the year-on-year growth rates increase by 39 and 38 percentage points in June and July, respectively. New job placements drop significantly, especially in April. We also use triple difference-in-differences to show that individuals up to 34 years old and with secondary education fell more into unemployment. Female labor market prospects are worsened by the pandemic, with an additional 17.5% drop in new job placements of women compared to men. The heterogeneous effects on unemployment were accentuated in municipalities with a higher share of temporary workers.

 

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